sobre o que o cigarro não traz
17 jul 2011 Deixe um comentário
não há fumaça de cigarro o suficiente pra matar essa dor no peito.
“se tiver insônia, sonha”
05 jul 2011 Deixe um comentário
apaga a luz que eu quero dormir,
que eu não quero pensar.
café com chuva
05 jul 2011 Deixe um comentário
traz meu café.
e o açúcar,
que é pra adoçar
essa vida amarga.
diálogo cantado
28 jun 2011 Deixe um comentário
- Digo que não ligo, mas não vivo sem você.
- O seu caso é o tempo passar.
- Eu era bem melhor, mas tudo deu um nó.
- Aponta pra fé e rema.
- Sem você sou pá furada.
- Teu choro não me faz desistir.
- Assim que quer, assim será.
- Se eu te troquei, não foi por maldade.
- Cala essa boca, que isso é coisa pouca perto do que passei!
- Um capricho essa rixa!
- É que eu já sei de cor qual o quê dos quais e poréns.
- O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
- Cansei de procurar o pouco que sobrou.
- Pois vá embora, por favor.
- Senta aqui, espera que eu não terminei.
- Quero dançar com outro par pra variar, amor.
- A gente ria tanto desses nossos desencontros.
- É bom às vezes se perder sem ter porque, sem ter razão.
- Ai, não fala isso, por favor.
- Ah, faça-me o favor!
- Faz tanta falta o teu amor, te esperar…
- Não há porque chorar por um amor que já morreu.
- Eu já não sabia mais como dizer que eu te quero tanto.
- Diz que é homem feito, sei não.
- Se quer saber, deixa estar. Eu quis te convencer, mas chega de insistir.
- Pois é, não deu.
- Vê se te alimenta. E não pensa que eu fui por não te amar.
***
De 16 de maio de 2009. Tirado de músicas da banda Los Hermanos.
Serve pra agora.
E sempre.
02:04
26 mai 2011 Deixe um comentário
joguei tudo fora.
só ficou o medo,
a insegurança,
e o urso de pelúcia.
verão
17 jan 2011 1 Comentário
aquele abraço foi o mais confortável
que recebeu depois de tanta inundação.
aquele sorriso foi o mais acolhedor
que recebeu depois de tanto abandono.
mas era hora de levantar do sonho.
era dia de praia.
“doce solidão”
27 dez 2010 1 Comentário
em Uncategorized Tags:devaneios
eu sempre procurei plenitude.
pode ser em virtude da grande inquietude
do meu coração
que acredita, sim,
em solitude.
bom, aqui dentro é sempre complicado.
aqui dentro é um lugar sagrado,
onde poucos têm acesso autorizado.
se eu te contar que aqui dentro dói, tu acreditas?
é por isso que eu nunca conto.
teve um que ficou tonto
a ponto de pedir desconto.
pensei “pronto, eu desaponto!
lá vem de novo o confronto!”
e se eu te contar, tu vai acreditar?
manda me avisar.