notal mental II

não seguir o que o coração quer.

ou seguir? hm.

nota mental

parar de ficar pensando no que poderia ser e fazer.

sobre o que o cigarro não traz

não há fumaça de cigarro o suficiente pra matar essa dor no peito.

“se tiver insônia, sonha”

apaga a luz que eu quero dormir,
que eu não quero pensar.

café com chuva

traz meu café.
e o açúcar,
que é pra adoçar
essa vida amarga.

diálogo cantado

- Digo que não ligo, mas não vivo sem você.

- O seu caso é o tempo passar.

- Eu era bem melhor, mas tudo deu um nó.

- Aponta pra fé e rema.

- Sem você sou pá furada.

- Teu choro não me faz desistir.

- Assim que quer, assim será.

- Se eu te troquei, não foi por maldade.

- Cala essa boca, que isso é coisa pouca perto do que passei!

- Um capricho essa rixa!

- É que eu já sei de cor qual o quê dos quais e poréns.

- O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?

- Cansei de procurar o pouco que sobrou.

- Pois vá embora, por favor.

- Senta aqui, espera que eu não terminei.

- Quero dançar com outro par pra variar, amor.

- A gente ria tanto desses nossos desencontros.

- É bom às vezes se perder sem ter porque, sem ter razão.

- Ai, não fala isso, por favor.

- Ah, faça-me o favor!

- Faz tanta falta o teu amor, te esperar…

- Não há porque chorar por um amor que já morreu.

- Eu já não sabia mais como dizer que eu te quero tanto.

- Diz que é homem feito, sei não.

- Se quer saber, deixa estar.  Eu quis te convencer, mas chega de insistir.

- Pois é, não deu.

- Vê se te alimenta. E não pensa que eu fui por não te amar.

***

De 16 de maio de 2009. Tirado de músicas da banda Los Hermanos.

Serve pra agora.

E sempre.

02:04

joguei tudo fora.
só ficou o medo,
a insegurança,
e o urso de pelúcia.

verão

aquele abraço foi o mais confortável
que recebeu depois de tanta inundação.

aquele sorriso foi o mais acolhedor
que recebeu depois de tanto abandono.

mas era hora de levantar do sonho.
era dia de praia.

“doce solidão”

eu sempre procurei plenitude.
pode ser em virtude da grande inquietude
do meu coração
que acredita, sim,
em solitude.

bom, aqui dentro é sempre complicado.
aqui dentro é um lugar sagrado,
onde poucos têm acesso autorizado.

se eu te contar que aqui dentro dói, tu acreditas?

é por isso que eu nunca conto.
teve um que ficou tonto
a ponto de pedir desconto.
pensei “pronto, eu desaponto!
lá vem de novo o confronto!”

e se eu te contar, tu vai acreditar?

manda me avisar.

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